A logística no agro ocorre em áreas extensas, com múltiplos pontos de coleta, manutenção e apoio distribuídos entre fazendas e talhões. Por exemplo, o raio médio de operação de uma usina no setor sucroenergético pode ultrapassar os 80 km e envolver o tráfego de veículos leves e pesados em vias públicas e privadas. Essas características criam um ambiente onde planejamento e execução de deslocamentos dependem de informações geográficas que muitas vezes estão ausentes em aplicações de mercado. Como consequência, decisões logísticas passam a depender de conhecimento individual de motoristas e operadores, o que reduz previsibilidade operacional.
Embora o agro seja altamente tecnológico em produção, a logística interna de campo ainda enfrenta alguns desafios importantes relacionados à digitalização e à padronização de dados. No texto a seguir, abordaremos onde as surgem as perdas logísticas no campo e o que muda com navegação e roteirização agrícola personalizadas. Boa leitura!
Onde surgem as perdas logísticas no campo
Estradas internas não mapeadas e rotas inconsistentes
No agro, a malha de estradas internas é dinâmica. Isso significa que novos acessos são abertos conforme expansão de áreas, movimentação de máquinas, colheita ou necessidades operacionais sazonais.
Quando essas vias não estão consolidadas em uma base cartográfica corporativa atualizada, o direcionamento de veículos e equipes passa a depender de orientação informal ou conhecimento local. E isso traz algumas consequências recorrentes para a operação:
- Deslocamentos mais longos que o necessário
- Dificuldade de acesso à área
- Aumento de tempo improdutivo no campo
- Maior consumo de combustível e desgaste de frota
Falta de padronização de rotas para veículos pesados e leves
Carreadores agrícolas possuem restrições físicas de largura, curvatura e inclinação que variam por tipo de veículo. Sem roteirização específica por categoria, caminhões podem acessar vias inadequadas ou realizar manobras inviáveis. Há registros operacionais de caminhões carregados encontrando outros em sentido contrário em carreadores estreitos, resultando em bloqueios prolongados e paralisação logística.
Esse tipo de evento interrompe fluxo de colheita, abastecimento industrial e até o deslocamento de máquinas.
Desconexão entre planejamento logístico e execução no campo
É habitual que equipes agrícolas trabalhem com planejamento diário de frentes, abastecimento e manutenção. Mas quando cada motorista utiliza aplicativos genéricos ou navegação informal, os tempos estimados deixam de ser confiáveis e a ordem planejada de atendimento pode não ser seguida.
Ociosidade e sobreposição de equipes por falta de roteirização
Se a operação agrícola funciona em regime contínuo com troca de turnos e múltiplas frentes simultâneas, é essencial que as escalas, turnos e sequenciamento de atividades estejam alinhados.
Contudo, sem previsão precisa de deslocamento, equipes podem chegar antes ou depois do momento operacional necessário.
Por exemplo, imagine que um veículo de abastecimento permanece em operação após o horário previsto devido a uma enxurrada, enquanto o operador do turno seguinte aguarda sem atividade, porque o planejamento não considerou tempo real de deslocamento. Isso produz:
- Horas extras desnecessárias
- Equipe ociosa
- Atraso em atividades dependentes
Impacto direto no custo operacional do agro
No setor do agro, a logística representa uma ampla fatia do custo operacional. Por exemplo, no setor sucroenergético, os processos de corte, carregamento e transporte de cana pode representar até 65% do custo da operação agrícola. Sendo assim, desvios, trajetos improdutivos e paralisações têm impacto financeiro imediato porque envolvem combustível, frota e disponibilidade industrial.
Quando a indústria depende do fluxo contínuo de matéria-prima, atrasos de transporte reduzem a eficiência produtiva.
O que muda com navegação e roteirização agrícola personalizadas
Com tantos desafios, fica evidente que utilizar navegadores genéricos não faz sentido para uma logística no agro estruturada.
Enquanto isso, uma solução corporativa de navegação e roteirização agrícola pode abranger:
Malha viária agrícola completa no sistema corporativo
Estradas internas, áreas produtivas e pontos operacionais são incorporados à base geográfica estruturada e integrada ao sistema da empresa. Isso elimina dependência de referências informais e permite despacho por destino georreferenciado, reduzindo a ambiguidade na localização.
Dessa forma, o motorista passa a selecionar o ponto correto dentro do ambiente operacional da empresa, com clareza e padronização.
Rotas calculadas conforme restrições reais do campo
Regras logísticas são aplicadas por categoria de veículo:
- Compatibilidade entre tipo de veículo e características da via (como Largura mínima de via, raio de curva, entre outros)
- Condições de acesso
- Capacidade operacional do trecho
Ou seja, o sistema impede rotas incompatíveis e direciona o veículo por trajetos viáveis para sua classe.
Navegação executável no campo sobre rotas planejadas
A navegação ocorre sobre a rota definida no planejamento operacional. Isso garante que a sequência de coleta, manutenção ou abastecimento seja seguida conforme programação.
Com isso, tempos previstos tornam-se confiáveis e o sequenciamento operacional é respeitado.
Monitoramento logístico e previsibilidade de chegada
Através do rastreamento detalhado dentro da malha agrícola corporativa, a operação passa a saber tempo estimado de chegada ao ponto de coleta ou retorno à indústria. Essa visibilidade permite antecipar desvios, ajustar programação e reduzir incertezas no fluxo logístico.
Ganhos operacionais observados com roteirização agrícola
Quando a navegação passa a considerar a malha agrícola real e regras operacionais, há redução consistente de ineficiências logísticas.
Casos de aplicação no campo mostram:
- Redução de consumo de diesel
- Diminuição de veículos necessários
- Menor tempo de deslocamento
- Redução de paralisações por conflito de rota
- Aumento da continuidade industrial
Esses ganhos ocorrem porque a logística deixa de depender de conhecimento individual e passa a operar sobre dados geográficos estruturados.
Conclusão
A logística agrícola apresenta perdas estruturais associadas à falta de malha viária padronizada, roteirização por tipo de veículo e execução guiada no campo. Por isso, ao
incorporar navegação e roteirização agrícola personalizadas, o deslocamento tende a ser um processo controlado e previsível, com impacto direto em custo logístico, uso de frota e continuidade industrial. Com toda a experiência da líder global de localização e a expertise da nossa equipe, podemos construir o navegador ideal para sua operação. Ou seja, muito além do mapeamento, uma ferramenta de roteirização e otimização da sua logística.
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