Uma operação de entregas costuma passar pelas seguintes fases: o time monta a lista de paradas do dia, o motorista segue a ordem sugerida pelo aplicativo e tudo parece funcionar. Até o dia em que a frota cresce. Então, os clientes passam a exigir horários específicos de entrega, alguns veículos têm capacidade menor que outros e um motorista termina o turno três horas depois do previsto. Enquanto outro profissional volta com o veículo pela metade.
Nesse momento, muitas empresas descobrem que o que chamava de “otimização de rota” era, na verdade, apenas uma ferramenta de sequenciamento de paradas. E essa diferença pode ter impacto direto no desempenho de uma operação logística.
Nesse texto, abordaremos a diferença entre a otimização de rotas e o simples sequenciamento de paradas, além dos diferenciais que a tecnologia da HERE oferece. Boa leitura!
Dois problemas diferentes sob o mesmo nome
A questão inicial é simples: dado um veículo e uma lista de paradas, qual a melhor ordem para visitá-las? É uma pergunta que qualquer aplicativo de entrega resolve rápido, porque o motorista já sabe quais são suas paradas, basta decidir a sequência.
Porém, dada uma frota inteira e um conjunto de tarefas, como distribuir essas tarefas entre os veículos e, ao mesmo tempo, definir a ordem de execução? Isso tudo respeitando a capacidade de carga de cada veículo, as janelas de horário de cada cliente, a jornada e as pausas obrigatórias dos motoristas e os pontos de partida e retorno? Essa segunda pergunta é a que realmente decide quantos veículos uma operação precisa, quantas entregas cabem em um turno e quantos clientes ficam insatisfeitos por atraso.
O problema é que boa parte do mercado vende os dois como se fossem a mesma coisa. Sendo assim, muitos produtos anunciados como “otimização de rotas” resolvem apenas o primeiro problema — o sequenciamento — e não conseguem atender às necessidades da operação quando entram em cena as restrições da frota. Isso costuma aparecer quando já é tarde demais. Seja no meio de uma prova de conceito, quando a lista de paradas simplesmente não cabe no limite do sistema, ou ainda quando fica claro que a ferramenta nunca considerou capacidade de carga e janela de horário para começo de conversa.
Exemplos de operações que exigem otimização de frota
Considere uma operação de last-mile que precisa distribuir centenas de entregas do dia entre os entregadores disponíveis, respeitando o horário que cada cliente combinou no checkout. Ou uma empresa de manutenção que precisa mandar cada técnico para o cliente certo, considerando que nem todo técnico tem a mesma habilidade ou o mesmo equipamento no veículo. Ou uma frota elétrica que precisa garantir que nenhum veículo fique sem bateria no meio da rota, encaixando paradas de recarga no planejamento.
Em nenhum desses casos a pergunta é “qual a melhor ordem para essas paradas”. A pergunta é “qual a melhor forma de organizar toda a frota para dar conta de tudo isso dentro das restrições reais do negócio”?.
O que muda com a abordagem da HERE
A HERE resolve os dois problemas dentro do mesmo ecossistema. Dessa forma, evita o erro de escolher uma ferramenta pensando que ela resolve otimização de frota e descobrir, meses depois, que ela só ordena paradas.
Para o sequenciamento simples, existe um otimizador dedicado, pensado para aplicativos de motorista que sabem suas paradas e precisam da melhor sequência. Incluindo suporte a tráfego em tempo real e às restrições específicas de rota de caminhão.
Já para a otimização de frota completa, a plataforma oferece um solver pensado para operações reais, não para casos de laboratório. Ele lida com frotas heterogêneas, onde cada veículo pode ter:
- Capacidade e custo diferentes;
- Múltiplos turnos do mesmo veículo no mesmo dia;
- Retorno ao depósito para recarregar e continuar a rota — permitindo mais entregas por turno sem necessariamente aumentar a frota;
- Prioridades de tarefa, para garantir que os pedidos mais importantes sejam atendidos mesmo quando a capacidade da frota não dá conta de tudo.
Além disso, a otimização já considera as restrições legais de rota de caminhão e o planejamento de recarga para frotas frotas elétricas, como parte da própria decisão de qual veículo atenderá a tarefa. E não como uma verificação separada feita depois.
Outro diferencial é que essa capacidade de otimização de frota já está incluída no plano base da HERE. Ou seja, não precisa de um produto adicional para testar o conceito ou colocá-lo em produção.
O próximo passo
Em resumo, a escolha da solução deve começar pela definição do problema que a operação precisa resolver. Por isso, quando a necessidade vai além de ordenar paradas e envolve distribuição de tarefas, restrições de veículos, horários, jornadas, recargas e outras variáveis, a tecnologia precisa acompanhar essa complexidade.
Quer entender como a HERE pode apoiar a otimização de rota da sua operação? Fale com nossos especialistas.
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