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A última etapa de entrega concentra uma parte relevante do custo logístico e é uma das grandes definidoras de percepção de serviço do cliente. Um estudo da Capgemini estima que 41% dos custos da cadeia logística estão nessa etapa, o que exige decisões operacionais baseadas em dados e controle contínuo. 

A seguir, entenda alguns dos desafios e imprevistos mais comuns no percurso e conheça as nossas lições chave para operações de last mile eficientes.  

Variáveis urbanas que impactam o desempenho 

Em grandes centros, a execução da last mile eficiente depende de fatores externos que mudam ao longo do dia. Em uma cidade como São Paulo, por exemplo, a extensão territorial aumenta a distância média por entrega, o volume de tráfego reduz a velocidade efetiva e regras como rodízio de veículos restringem a disponibilidade da frota em determinados horários. Esses elementos alteram o tempo de ciclo das entregas e exigem ajustes frequentes no planejamento. 

Sendo assim, qualquer atraso nessa etapa afeta a cadeia como um todo. Produtos perecíveis, como alimentos ou concreto, possuem janela de utilização limitada, o que torna a precisão do tempo de chegada um critério operacional crítico. 

Além disso, a last mile é impactada por eventos que muitas vezes não aparecem no planejamento inicial, mas precisam ser considerados na operação: 

  • Tráfego intenso em corredores logísticos 
  • Obras e interdições viárias 
  • Pedágios e restrições de acesso 
  • Ausência ou troca de motoristas 
  • Falhas mecânicas 

Esses fatores aumentam a variabilidade do tempo de entrega e reduzem a previsibilidade. Por isso, operações que não monitoram esses eventos em tempo real tendem a acumular atrasos ao longo do dia. 

4 lições chave para last mile eficiente 

1. Planejamento com o mesmo rigor de fábrica e armazém 

É comum que empresas estruturem suas operações de produção e armazenagem com base em padrões detalhados, métricas de desempenho e ferramentas específicas de controle. A última milha exige o mesmo nível de disciplina. 

Isso envolve definir parâmetros operacionais claros, como capacidade por veículo, tempo médio de parada, janelas de atendimento e produtividade por rota. A partir desses dados, é possível dimensionar recursos, identificar desvios e ajustar o plano de execução com base em indicadores objetivos. 

Por outro lado, sem esse nível de detalhamento, a operação depende de decisões reativas, o que aumenta custo e reduz a confiabilidade. 

2. Estratégia centrada no cliente 

O planejamento de rotas precisa considerar as condições reais de recebimento. Restaurantes operam com horários específicos, centros de distribuição organizam docas com agenda definida e clientes corporativos exigem consistência nos horários de entrega. 

Essas restrições alteram a sequência ideal das rotas e influenciam diretamente o tempo total de operação. Ignorar essas variáveis gera reentregas, filas e ociosidade de frota. 

Além disso, o padrão de serviço esperado pelos clientes aumentou — afinal, quem não realiza compras online hoje em dia?  —  por isso, a operação precisa cumprir prazos com menor tolerância a atrasos e maior transparência sobre o status das entregas. 

3. Inteligência de localização aplicada à operação 

A incorporação de dados geográficos em tempo real permite transformar variáveis externas em critérios de decisão. Soluções baseadas em tecnologias como o HERE SDK permitem construir aplicações com mapas atualizados, navegação integrada e personalização de rotas conforme o contexto operacional. 

Esses recursos viabilizam: 

  • Ajustes dinâmicos de rotas com base no trânsito e restrições viárias 
  • Visualização precisa de endereços e pontos de entrega 
  • Definição de rotas específicas por tipo de veículo ou operação

4.Otimização de rotas com restrições reais 

A otimização do last mile depende da capacidade de calcular rotas considerando múltiplas variáveis simultaneamente. A API HERE Tour Planning permite planejar rotas para vários veículos levando em conta capacidade de carga, janelas de entrega e turnos de trabalho. 

Na prática, isso permite: 

  • Reduzir a distância total percorrida 
  • Aumentar o número de entregas por veículo 
  • Diminuir falhas de entrega por descumprimento de horário 

O uso de replanejamento dinâmico também permite reagir a imprevistos ao longo do dia, redistribuindo entregas entre veículos conforme necessário. 

Implicações para a operação 

Operações que tratam a última etapa de entrega como apenas uma extensão do transporte tendem a perder controle sobre custo e prazo. Quando a etapa passa a ser gerida com base em dados, restrições precisas e ferramentas específicas, é possível aumentar a produtividade da frota e reduzir variabilidade. 

Em resumo, a adoção de inteligência de localização e otimização de rotas permite transformar decisões operacionais em processos estruturados, com impacto direto na eficiência e na experiência do cliente. 

Se a sua operação precisa reduzir custos e ter um last mile eficiente , fale com os especialistas da Near Location e avalie como aplicar inteligência de roteamento e dados geográficos no seu contexto operacional. 

 

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